Sessão de Cinema: Ruby Sparks

Como primeiro filme na minha rúbrica Sessão de Cinema, irei falar sobre o filme que vi este fim-de-semana:

Ruby Sparks – Uma Mulher de Sonho!

Jovem escritor Calvin Weir-Fields (Paul Dano), em tempos o querido da literatura, está com problemas em compor o seu próximo romance. Seguindo o conselho do seu terapeuta, Calvin pega na sua antiga máquina de escrever e cria uma vivaz mulher de cabelo vermelho que chama de Ruby Sparks (Zoe Kazan). De um dia para o outro, Ruby sai das páginas para a casa de Calvin como uma mulher de carne e osso. E mais, ela não sabe que é uma personagem ficcional e que as suas acções e sentimentos são ditados pelo que Calvin escreve.

Stephen Holden do New York Times descreveu-o como “‘Ruby Sparks’ não tenta ser mais do que é: uma comédia romântica suave, maravilhosamente escrita e actuada que desliza até à terra com uma aterragem gentilmente satisfatória.”

O Crítico online Chris Pandolfi do At A Theater Near You chamou-o “um comentário inteligente ao processo criativo, insegurança, comportamento controlador, idealismo, e a fragilidade do ego masculino. É uma combinação ingénua num dos filmes que mais gostei de ver este ano – fantasia, estudo de personagem, e um conto cautelar juntos num só.”

O filme foi escrito por Zoe Kazan, que interpreta Ruby Sparks na versão cinematográfica. Kazan inspirou-se num manequim que viu numa lixeira, e no mito de Pigmaleão, e escreveu rapidamente vinte páginas, mas não trabalhou mais no guião durante seis meses. Ela voltou a escrever quando teve a certeza que o conceito central do filme seria comparar a ideia de amor à actualidade do sentimento. Kazan escreveu a personagem principal Calvin a pensar no seu namorado, Paul Dano, que viria a protagonizar o filme. No aspecto feminista da história, Kazan explicou que queria explorar a ideia de “ser vista mas nunca observada”, onde a mulher não é bem compreendida mas de uma forma que não fosse rude ou alienante para os homens. Kazan rejeitou a descrição de Ruby Aparks como uma Rapariga de Sonho/Fada Maníaca, pois considera que o filme fala sobre o perigo da idealização de uma pessoa, sobre reduzir uma pessoa à ideia de uma pessoa.

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